Resumo de Estudo · História · 7.º Ano
As Civilizações Hebraica e Fenícia
No primeiro milénio a.C., dois povos do Mediterrâneo Oriental deixaram marcas que vão muito além do seu pequeno território. Os Hebreus deram ao mundo uma nova forma de entender Deus. Os Fenícios deram-lhe o alfabeto.
1 Os Hebreus: história de um povo
Por volta de 2000 a.C., os Hebreus viviam na Mesopotâmia, organizados em tribos com um modo de vida nómada. Segundo o Antigo Testamento, o patriarca Abraão conduziu o povo hebraico até Canaã, a atual Palestina, que os Hebreus designavam como a Terra Prometida.
A fome obrigou-os a migrar para o Egito, onde foram perseguidos e sujeitos à escravatura. Foi Moisés quem os conduziu de regresso à Palestina, numa viagem conhecida como o Êxodo. Durante essa travessia, Moisés terá recebido os Dez Mandamentos, os princípios fundamentais da religião hebraica.
Conceito
Antigo Testamento: conjunto de livros que constitui a primeira parte da Bíblia, escritos pelos antigos Hebreus antes da morte de Cristo, e que serve de base às religiões judaica e cristã.
Por volta do primeiro milénio a.C., as tribos uniram-se e fundaram o reino de Israel, com capital em Jerusalém. Os reinados de David e de Salomão foram os mais prósperos. Após a morte de Salomão, o reino dividiu-se em Israel (a norte) e Judá (a sul), sendo ambos sucessivamente invadidos por outros povos. Isto levou os Hebreus a dispersar-se pelo mundo, dando início à Diáspora.
2 O monoteísmo hebraico
O contributo mais singular dos Hebreus para a história da humanidade foi de natureza religiosa. Ao contrário de todos os outros povos da Antiguidade, os Hebreus acreditavam num único Deus. Este monoteísmo distinguia-os radicalmente das civilizações vizinhas e viria a ter consequências históricas imensas.
Conceito
Monoteísmo: crença e veneração de um único Deus, em oposição ao politeísmo que admite a existência de vários deuses. O monoteísmo hebraico está na origem do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo.
3 Os Fenícios: senhores do Mediterrâneo
A Fenícia desenvolveu-se no primeiro milénio a.C. numa estreita faixa costeira do Mediterrâneo Oriental, correspondente ao atual Líbano e partes da Síria e de Israel. O território era montanhoso e o solo pouco fértil, o que empurrou os Fenícios para o mar. E foi no mar que construíram o seu império.
A Fenícia não era um estado unificado, mas um conjunto de cidades-estado independentes, das quais as mais importantes foram Ugarit, Biblos, Sídon e Tiro. Cada uma tinha o seu próprio governo, mas todas partilhavam a mesma cultura e o mesmo impulso comercial.
4 A economia fenícia e o comércio marítimo
Com pouca terra arável, os Fenícios dedicaram-se à pesca, ao artesanato e, sobretudo, ao comércio marítimo. As suas florestas de cedros forneciam madeira para construir navios resistentes, e a sua localização no Mediterrâneo Oriental facilitava o contacto com povos de todo o mundo então conhecido.
Exportavam produtos artesanais de grande qualidade: armas, vidros, cerâmica, adornos e tecidos tingidos de púrpura, uma cor extraída de um molusco