O Império Romano: Expansão, Romanização e Economia

Resumo de Estudo · História · 7.º Ano

O Império Romano: Expansão, Romanização e Economia

Durante séculos, Roma transformou-se de uma pequena aldeia junto ao Tibre num dos maiores impérios da história. O mar Mediterrâneo era o seu lago, as suas estradas chegavam a todos os cantos do mundo conhecido, e a sua língua, as suas leis e os seus costumes moldaram civilizações inteiras. Incluindo a nossa.

1 Das origens ao Império

Segundo a tradição, Roma foi fundada em 753 a.C. por Rómulo, mas sabe-se que, a partir do primeiro milénio a.C., a Península Itálica foi sucessivamente ocupada por vários povos. Os latinos terão fundado uma pequena aldeia junto ao rio Tibre que, com o tempo, se transformou na cidade de Roma.

Entre os séculos VI e I a.C., os Romanos iniciaram uma expansão territorial que não parou até atingir o seu apogeu no século III d.C. Conquistaram a Península Itálica, a Península Ibérica, o Norte de África, a Grécia, a Gália, o Egito e a Britânia. O mar Mediterrâneo tornou-se o centro do Império, ao qual os Romanos chamavam Mare Nostrum, “o nosso mar”. Um exército numeroso, disciplinado e com táticas eficazes foi o principal instrumento destas conquistas.

Conceito

Império: conjunto de territórios e povos dominados por um estado poderoso, governado por um imperador com poder absoluto.

2 A romanização dos povos conquistados

Conquistar era apenas o primeiro passo. Depois era preciso integrar os povos dominados. A este processo chamamos romanização: os povos conquistados foram progressivamente adotando a língua, as leis, os costumes e o modo de vida romanos. Foi um processo lento e que variou de região para região, impulsionado por vários fatores.

Conceito

Romanização: processo pelo qual os povos conquistados pelos Romanos foram adotando a língua, as leis, os costumes e o modo de vida romano.

Direito: conjunto de leis que regulam as relações entre os cidadãos e entre estes e o Estado. O Direito romano foi aplicado de forma uniforme em todo o Império.

Administração: conjunto de órgãos e funcionários responsáveis por governar e gerir o território. Roma dividiu o Império em províncias, cada uma governada por um magistrado nomeado pelo imperador.

Fator de romanização Como contribuiu
Exército Garantia a ordem e reprimia revoltas; os soldados espalhavam a língua e os costumes romanos
Rede viária Estradas e pontes que ligavam todo o Império a Roma; facilitavam o comércio e a comunicação
Latim Língua oficial do Império; unificou a comunicação entre os povos conquistados
Direito romano Leis aplicadas de forma uniforme em todo o Império
Moeda Utilizada em todas as trocas comerciais do Império
Cidadania Em 212 d.C., o Édito de Caracala concedeu cidadania romana a todos os homens livres do Império

3 A romanização da Península Ibérica

Os Romanos iniciaram a conquista da Península Ibérica no século III a.C. A resistência dos povos locais, como os Lusitanos liderados por Viriato, tornou o processo lento e difícil. Para facilitar a administração, o território peninsular foi dividido em três províncias.

A presença romana deixou marcas profundas que ainda hoje são visíveis. Os Romanos fundaram cidades como Braga (Bracara Augusta), Lisboa (Olisipo) e Évora (Ebora). Introduziram novas técnicas agrícolas e novas culturas (cereais, vinha e oliveira), desenvolveram a extração mineira e as técnicas de conservação de peixe. Mas o vestígio mais duradouro foi a língua: o latim deu origem ao português e ao castelhano.

4 A economia romana

A economia romana pode ser caracterizada por quatro palavras-chave: urbana, comercial, monetária e esclavagista.

As quatro características da economia romana

Urbana As cidades eram o motor da economia, dinamizando a produção agrícola, artesanal e as trocas comerciais
Comercial O comércio era a principal atividade económica, facilitado pela rede de estradas, rios e, sobretudo, o Mediterrâneo
Monetária A intensa atividade comercial exigia o uso generalizado de moeda em todas as trocas
Esclavagista Os escravos, geralmente prisioneiros de guerra, forneciam mão de obra para os trabalhos mais pesados e para as diversas atividades económicas

Roma era o centro do comércio de todo o Império. Para lá chegavam produtos agrícolas, especiarias, matérias-primas, tecidos e metais como cobre, ferro e ouro, provenientes de todas as regiões, incluindo das minas de Aljustrel e Mértola, na Península Ibérica.

Linha do Tempo

753 a.C. Fundação lendária de Roma por Rómulo
Séc. III a.C. Início da conquista romana da Península Ibérica
27 a.C. Octávio Augusto torna-se o primeiro imperador romano
212 d.C. Édito de Caracala: cidadania romana para todos os homens livres do Império
Séc. III d.C. Apogeu do Império Romano
476 d.C. Queda do Império Romano do Ocidente

Quiz de revisão

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Responde primeiro sem espreitar as soluções!

1. O que foi a romanização?

A. A construção de estradas que ligavam Roma a todos os territórios do Império

B. O processo pelo qual os povos conquistados foram adotando a língua, as leis e os costumes romanos

C. A expansão militar romana pela Europa e pelo Norte de África

2. Por que razão se diz que a economia romana era monetária?

A. Porque os Romanos guardavam o dinheiro em bancos organizados pelo Estado

B. Porque a intensa atividade comercial exigia o uso generalizado de moeda em todas as trocas

C. Porque os Romanos cunhavam moedas com a imagem dos deuses

3. Qual foi o principal fator de romanização que ainda hoje sentimos na língua portuguesa?

A. O Direito romano, que deu origem às primeiras leis portuguesas

B. O latim, língua dos Romanos, que deu origem ao português e ao castelhano

C. A moeda romana, que circulou na Península Ibérica durante séculos

4. O que foi o Édito de Caracala e qual a sua importância?

A. Uma lei que proibia a escravatura em todo o Império Romano

B. Uma lei de 212 d.C. que concedeu cidadania romana a todos os homens livres do Império

C. O decreto que nomeou Octávio como primeiro imperador romano

5. Por que se diz que a economia romana era esclavagista?

A. Porque os escravos podiam comprar a sua liberdade se poupassem dinheiro suficiente

B. Porque o elevado número de escravos, geralmente prisioneiros de guerra, fornecia mão de obra essencial para as atividades económicas

C. Porque os escravos eram os principais comerciantes do Império

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